Archive for junho 2013
INVENÇÃO DA LÂMPADA
A primeira lâmpada elétrica foi obra de um grande cientista americano, Tomas Alva Edison, que a fabricou cerca de 1880. Antes disso, já se havia empregado a energia elétrica para iluminação com as lâmpadas em arco, que, todavia, não eram práticas e serviam apenas para a iluminação das ruas e de alguns logradouros públicos. Essas lâmpadas eram constituídas por duas hastes de carvão, pontudas com os dois extremos a pouca distância: fazendo passar a corrente, formava-se uma descarga elétrica, muita luminosa, entre uma ponta e outra.
Edison compreendeu que as lâmpadas a arco não podiam, por certo, ter muita difusão, e teve uma idéia brilhante, isto é, a de tornar incandescente um fio sutilíssimo de carvão, dentro de um espaço em que houvesse sido retirado o ar: de tal modo, o carvão podia arder, sem consumir-se rapidamente: assim, quando ele conseguiu realizar o vácuo no interior de uma pequena ampola de vidro, tinha aparecido a primeira lâmpada.
Muito interessante foram, sem dúvida, as experiências que o cientista americano tentou para obter uma luz elétrica durável e resplendente. A princípio, ele usou um filamento de platina, para torná-la incandescente, mas este metal era muito caro; depois, experimentou, pondo-os de lado numerosos outros metais. Afinal, tentou com um filamento de carvão, empregando um mero fio de algodão. A primeira lâmpada fabricada com este tipo de filamento, contido num tubo de vidro sem ar, resistiu por mais de quarenta horas, assinalando um recorde não desprezível para a época. Mas Edison não parou aqui; experimentou outros filamentos de papelão carbonizado e, depois, de bambu, também carbonizado. Este último permaneceu em uso por mais de dez anos e ele foi substituído, primeiro, pela celulose e, depois, pelo atual tungstênio.
Neste ponto, vemos a que se deve o aparecimento de luz no interior da lâmpada. É preciso saber que, quando a corrente elétrica passa através de um fio de metal ou através de qualquer meio condutor, encontra uma certa resistência em sua passagem: este efeito (efeito joule, nome do físico inglês que o descobriu) tem como conseqüência que a energia se transforma, em parte, em calor, e o calor produzido será maior ou menor, segundo a resistência do condutor. É, este, o princípio sobre o qual está baseado o funcionamento das estufas elétricas e dos ferros elétricos, nos quais há filamentos que apresentam uma grande resistência à passagem da corrente (por isso, comumente chamados resistências) e produzem muito calor.
Explorando o mesmo efeito no filamento de uma substância que, se tornando incandescente, emita uma notável luminosidade, pode-se produzir luz. Foi essa a idéia que orientou Edison na realização da primeira lâmpada, e os fatos que lhe deram razão, porque, desde, estão as lâmpadas incandescentes encontraram um sucesso incontestável. Somente no Brasil, consomem-se, hoje, várias dezenas de milhões de lâmpadas por ano, ao passo que, no mundo inteiro consomem-se bilhões.
As lâmpadas que usamos são, naturalmente, diferente daquelas de Edison, isto é, das primeiras que eram bem rudimentares. Nos pequenos globos de vidro, ao invés do vácuo, há um gás especial, inerte, que se combina facilmente, e por isso não permite ao filamento queimar-se, e, ao mesmo tempo permite também, alcançar altíssimas tmperaturas, o que não era possível com o vácuo. O filamento de uma lâmpada comum (de tungstênio) torna-se incandescente a temperaturas que beiram os 3.000 graus!
O funcionameno da lâmpada incandescente é simplíssimo: a corrente elétrica, que é produzida pelas centrais hidroelétricas e termoelétricas, chega, através da tomada de rosca, que serve para inserir a lâmpada no soquete, a duas pequenas antenas de metal, que são escoradas por um suporte de vidro: as duas antenas transmitem, por suas vez, a corrente ao filamento, que se torna incandescente.







A primeira lâmpada elétrica foi obra de um grande cientista americano, Tomas Alva Edison, que a fabricou cerca de 1880. Antes disso, já se havia empregado a energia elétrica para iluminação com as lâmpadas em arco, que, todavia, não eram práticas e serviam apenas para a iluminação das ruas e de alguns logradouros públicos. Essas lâmpadas eram constituídas por duas hastes de carvão, pontudas com os dois extremos a pouca distância: fazendo passar a corrente, formava-se uma descarga elétrica, muita luminosa, entre uma ponta e outra.
Edison compreendeu que as lâmpadas a arco não podiam, por certo, ter muita difusão, e teve uma idéia brilhante, isto é, a de tornar incandescente um fio sutilíssimo de carvão, dentro de um espaço em que houvesse sido retirado o ar: de tal modo, o carvão podia arder, sem consumir-se rapidamente: assim, quando ele conseguiu realizar o vácuo no interior de uma pequena ampola de vidro, tinha aparecido a primeira lâmpada.
Muito interessante foram, sem dúvida, as experiências que o cientista americano tentou para obter uma luz elétrica durável e resplendente. A princípio, ele usou um filamento de platina, para torná-la incandescente, mas este metal era muito caro; depois, experimentou, pondo-os de lado numerosos outros metais. Afinal, tentou com um filamento de carvão, empregando um mero fio de algodão. A primeira lâmpada fabricada com este tipo de filamento, contido num tubo de vidro sem ar, resistiu por mais de quarenta horas, assinalando um recorde não desprezível para a época. Mas Edison não parou aqui; experimentou outros filamentos de papelão carbonizado e, depois, de bambu, também carbonizado. Este último permaneceu em uso por mais de dez anos e ele foi substituído, primeiro, pela celulose e, depois, pelo atual tungstênio.
Neste ponto, vemos a que se deve o aparecimento de luz no interior da lâmpada. É preciso saber que, quando a corrente elétrica passa através de um fio de metal ou através de qualquer meio condutor, encontra uma certa resistência em sua passagem: este efeito (efeito joule, nome do físico inglês que o descobriu) tem como conseqüência que a energia se transforma, em parte, em calor, e o calor produzido será maior ou menor, segundo a resistência do condutor. É, este, o princípio sobre o qual está baseado o funcionamento das estufas elétricas e dos ferros elétricos, nos quais há filamentos que apresentam uma grande resistência à passagem da corrente (por isso, comumente chamados resistências) e produzem muito calor.
Explorando o mesmo efeito no filamento de uma substância que, se tornando incandescente, emita uma notável luminosidade, pode-se produzir luz. Foi essa a idéia que orientou Edison na realização da primeira lâmpada, e os fatos que lhe deram razão, porque, desde, estão as lâmpadas incandescentes encontraram um sucesso incontestável. Somente no Brasil, consomem-se, hoje, várias dezenas de milhões de lâmpadas por ano, ao passo que, no mundo inteiro consomem-se bilhões.
As lâmpadas que usamos são, naturalmente, diferente daquelas de Edison, isto é, das primeiras que eram bem rudimentares. Nos pequenos globos de vidro, ao invés do vácuo, há um gás especial, inerte, que se combina facilmente, e por isso não permite ao filamento queimar-se, e, ao mesmo tempo permite também, alcançar altíssimas tmperaturas, o que não era possível com o vácuo. O filamento de uma lâmpada comum (de tungstênio) torna-se incandescente a temperaturas que beiram os 3.000 graus!
O funcionameno da lâmpada incandescente é simplíssimo: a corrente elétrica, que é produzida pelas centrais hidroelétricas e termoelétricas, chega, através da tomada de rosca, que serve para inserir a lâmpada no soquete, a duas pequenas antenas de metal, que são escoradas por um suporte de vidro: as duas antenas transmitem, por suas vez, a corrente ao filamento, que se torna incandescente.
Bola de futebol: do capotão ao poliuretano

Sabe de quem estamos falando? Da bola de futebol, a parceira nº 1 de craques como Pelé, Maradona, Zico, Ronaldo, Kaká, etc.
Afinal, o que torna esse objeto esportivo capaz de receber inúmeros pontapés e se manter rolando pelo campo elegantemente? A busca pela resistência do símbolo do futebol começou no século passado. Acompanhe agora a evolução da bola de futebol, como diferentes materiais foram sendo testados para sua fabricação, tudo para que não sofresse alteração de peso, medida e formato durante a partida.

Bolas antigas e modernas
• No ano de 1884, Charles Miller trouxe da Inglaterra a primeira bola a rolar nos campos de futebol brasileiro. A matéria-prima usada era origem animal, as bolas eram feitas de couro curtido (o famoso capotão) e a câmara de ar era uma bexiga de boi.
• Em 1958, na primeira Copa do Mundo em que o Brasil foi campeão, a bexiga de boi deu lugar à câmara de ar de borracha. Mas em dias chuvosos eis o problema: os campos ficavam cheios de lama e as bolas, ainda feitas de couro, se encharcavam chegando a pesar o dobro do normal.
• Ainda em 1970, no ano em que o Brasil se tornou tricampeão, as bolas continuavam a ser de couro.
• Só em 1994 as bolas começaram a ficar mais leves, graças à presença de polímeros. O poliuretano (altamente durável e leve) foi usado como revestimento e nas camadas internas se empregou o poliestireno, as câmaras eram de látex. Foi chutando esta bola que o Brasil chegou ao tetracampeonato da Copa Mundial, nesse mesmo ano.
• Já na Copa do ano de 2002, mais polímeros fizeram parte da confecção da bola: sob o revestimento de poliuretano se empregou dez camadas de poliestireno e na câmara foi usada a borracha butílica. Outro polímero, o Kevlar, foi usado para costurar a bola.
• Em 2004 a tecnologia chegou para inovar. Os gomos da bola utilizada nas Olimpíadas de Atenas eram unidos por ligação térmica em vez de costuras.

O que torna a bola de futebol resistente?
Começa a partida e lá está ela: no centro do estádio, em poucos
segundos já recebe o pontapé inicial e daí por diante os chutes se
tornam frequentes. São vários passes entre empurrões, dribles, faltas,
tudo para colocá-la em único lugar, no GOOOOOOOL!!! Sabe de quem estamos falando? Da bola de futebol, a parceira nº 1 de craques como Pelé, Maradona, Zico, Ronaldo, Kaká, etc.
Afinal, o que torna esse objeto esportivo capaz de receber inúmeros pontapés e se manter rolando pelo campo elegantemente? A busca pela resistência do símbolo do futebol começou no século passado. Acompanhe agora a evolução da bola de futebol, como diferentes materiais foram sendo testados para sua fabricação, tudo para que não sofresse alteração de peso, medida e formato durante a partida.
Bolas antigas e modernas
• No ano de 1884, Charles Miller trouxe da Inglaterra a primeira bola a rolar nos campos de futebol brasileiro. A matéria-prima usada era origem animal, as bolas eram feitas de couro curtido (o famoso capotão) e a câmara de ar era uma bexiga de boi.
• Em 1958, na primeira Copa do Mundo em que o Brasil foi campeão, a bexiga de boi deu lugar à câmara de ar de borracha. Mas em dias chuvosos eis o problema: os campos ficavam cheios de lama e as bolas, ainda feitas de couro, se encharcavam chegando a pesar o dobro do normal.
• Ainda em 1970, no ano em que o Brasil se tornou tricampeão, as bolas continuavam a ser de couro.
• Só em 1994 as bolas começaram a ficar mais leves, graças à presença de polímeros. O poliuretano (altamente durável e leve) foi usado como revestimento e nas camadas internas se empregou o poliestireno, as câmaras eram de látex. Foi chutando esta bola que o Brasil chegou ao tetracampeonato da Copa Mundial, nesse mesmo ano.
• Já na Copa do ano de 2002, mais polímeros fizeram parte da confecção da bola: sob o revestimento de poliuretano se empregou dez camadas de poliestireno e na câmara foi usada a borracha butílica. Outro polímero, o Kevlar, foi usado para costurar a bola.
• Em 2004 a tecnologia chegou para inovar. Os gomos da bola utilizada nas Olimpíadas de Atenas eram unidos por ligação térmica em vez de costuras.
Project Glass é um projeto em desenvolvimento da Google que consiste num par de óculos conectados à Internet que usam uma tecnologia futurista de realidade aumentada.1 .
O Google Glass é um dispositivo semelhante a um óculos, que fixados em um dos olhos, disponibiliza uma pequena tela acima do campo de visão. A pequena tela apresenta ao seu utilizador mapas, opções de música, previsão do tempo, rotas de mapas, e além disso, também é possível efetuar chamadas de vídeo ou tirar fotos de algo que se esteja a ver e compartilhar imediatamente através da Internet.
O Projeto tem vindo a ser mantido pelos escritórios do Google X e, até o dia 4 de abril de 2012, o Google Glass ainda era um projeto secreto da Google. Atualmente, o Google X conta com o apoio de especialistas em alta tecnologia como Richard W. DeVaul e Babak Parviz.
O visual do Google Glass parece sofisticado e futurista mas não possui lentes dos dois lados. Sabe-se que o Google tem fornecido os protótipos ao seus colaboradores afim de poder lançar o produto ainda no ano de 2013.
A lente de projeção do Google Glass não ocupa todo o campo de visão do utilizador e possui uma tecnologia de foco que permite ao observador ler o seu conteúdo sem a necessidade de mudar seu foco de visão. Todos esses cuidados garantem o conforto e a segurança da pessoa que utilizar a tecnologia
Google recusará apps do Glass que façam reconhecimento facial
O Google Glass ainda não está disponível para o público, mas já tem causado polêmica. A companhia de buscas anunciou que não aprovará aplicativos de reconhecimento facial para o novo gadget, por enquanto. O assunto veio à tona após o Congresso dos Estados Unidos se mostrar preocupado quanto às violações de privacidade que possam ser causados pelo dispositivo.
Em uma carta endereçada ao CEO do Google, Larry Page, congressistas afirmaram estar “curiosos se esta nova tecnologia pode infringir a privacidade do americano comum”. O diretor de gerenciamento do Glass, Steve Lee, respondeu que a empresa está ciente do problema e que "não adicionará reconhecimento facial em seus produtos sem que antes existam proteções de privacidade consistentes”.
saiba mais
A decisão do Google, porém, pode afetar alguns aplicativos que estão
sendo criados para o Glass. A Lambda Labs, por exemplo, desenvolveu um
API de reconhecimento facial que seria disponibilizado aos
desenvolvedores neste mês. Esses apps serviriam, por exemplo, para
reconhecer amigos em uma multidão, lembrar pessoas automaticamente e
contatos inteligentes. O sistema não agiria em tempo real: seria preciso
tirar uma foto e carregá-la no servidor para, enfim, receber a
notificação.A preocupação do Congresso é justificável: há o risco de o equipamento ser contaminado por algum vírus ou malware que tenha um sistema de reconhecimento facial embutido. O Google, pelo menos, aparenta estar ciente do impacto do Glass.

Aos 92 anos, morre Ray Harryhausen, um dos pioneiros dos efeitos especiais no cinema
Ray Harryhausen é um dos precursores dos efeitos especiais no cinema
Foto:
Carl Court / AFP
– Ray inspirou muito a todos nós na indústria dos efeitos especiais. – declarou George Lucas, diretor da série Guerra nas Estrelas.
No entanto, o que muita gente desconhece, é que não só os elementos mais chamativos ganham efeitos de computação gráfica. Muitas vezes cenas corriqueiras, como um casal caminhando na rua, também são feitas quase que completamente com aplicação de efeitos especiais.
As razões para utilização de tecnologia até mesmo onde não é exatamente necessário variam. As mais comuns são redução de custos e possibilidade de controle total das condições de iluminação do ambiente, algo que sempre suscita problemas em filmagens ao ar livre.
Mas como são filmadas as cenas que envolvem efeitos especiais? Quais são os truques mais comuns utilizados no cinema e que vemos no dia a dia em produções de grande e pequeno orçamento? O Baixaki explica para você o passo a passo de alguns dos efeitos especiais mais utilizados na atualidade.
Chroma Key
Uma das palavras chaves para entender o cinema de efeitos especiais é planejamento. Não se liga uma câmera enquanto a cena não estiver completamente planejada, com sua duração total, condições de iluminação, movimentos dos atores e, principalmente, quais efeitos serão necessários na pós-produção.
Vamos tomar como exemplo a cena que ilustramos no infográfico abaixo. Um super-herói segurando uma mulher nos braços enquanto voa pelos céus de uma grande cidade. Seria absurdamente
O primeiro passo em uma sequência como essa é a gravação da imagem de fundo, os céus em que o super-herói aparecerá sobrevoando. Isso é feito porque é a partir das condições de iluminação exibidas na imagem que o diretor de fotografia poderá determinar quais são as condições de iluminação necessárias no estúdio.
Em seguida as atenções se voltam para o estúdio. Em um cabo o ator é suspenso e grava os movimentos como se estivesse, de fato, voando. O fundo é composto por uma tela azul ou verde, chamada de Chroma Key. Essa cor é escolhida por ser de fácil contraste na edição de vídeo.
Sabe aqueles uniformes repletos de poderes ou mesmo personagens impossíveis de existirem de verdade na vida real? Eles são completamente criados por computação gráfica, mas necessitam de uma base de referência para que possam apresentar novimentos fluídos na tela.
Essa base é capturada a partir de pequenos pontos de luz colocados na roupa do ator. Eles servem de referência para que o designer possa criar os efeitos especiais seguindo as mesmas características físicas do ator em questão.
Em seguida, depois de capturadas as imagens, os cabos que suspendem o ator são apagados e o fundo é aplicado. O resultado, quando feito de maneira profissional, é convincente e você pode até jurar que o ator realmente está naquela locação.
Depois da aplicação da imagem de fundo e da substituição da roupa de pontos luminosos por outra criada digitalmente, é hora de colocar outros elementos na cena. No nosso exemplo, uma mulher foi colocada nos braços do ator. Ela pode tanto ser uma criação digital quanto um recorte de outra filmagem.
O resultado final, inserido em meio ao contexto do filme de forma rápida, deixa a nítida sensação de que aquilo realmente aconteceu. E, quando criado em estúdio, é possível de ser realizado com um custo significativamente menor.
Bullet Time
Inicialmente o processo é feito da mesma forma que no Chroma Key, com o ator em um estúdio com completo controle de iluminação. A diferença maior fica por conta da maneira como a cena é filmada. Em vez de uma câmera, são utilizadas dezenas delas, dispostas em círculo, e disparadas de maneira sequencial.
Depois de filmada, a sequência inteira é transferida para o computador e o processo de junção de uma imagem para outra se assemelha à criação de um GIF animado. Ou seja, cada imagem representa alguns milésimos de segundo e, juntas, formam a sequência inteira.
Mais uma vez o segredo aqui é planejamento. Alguns filmes, com orçamentos maiores e produção mais detalhada, destinam dois ou três profissionais para cuidar exclusivamente de uma cena. A montagem muitas vezes leva alguns dias mesmo que na tela, o resultado seja exibido em alguns poucos segundos.
Uma das cenas específicas de Matrix que mais chamam atenção, e que ilustra bem o nome dado para o efeito, é a sequência em que Neo desvia de um tiro. O projétil que aparece no filme foi criado digitalmente, apenas o movimento do ator é verdadeiro. Da mesma forma, o cenário que você vê ao fundo, foi inserido a partir de um Chroma Key.
Quanto maior é o número de efeitos digitais utilizados, mais questionamentos são feitos quanto ao real papel do ator em alguns filmes. No entanto, essa crítica não procede, já que independente de ele estar se relacionando com outra pessoa ou com uma “ilusão gráfica” suas expressões corporais e a atuação como um todo deverão ter a mesma eficiência ou soarão falsas da mesma forma.
Slow Motion
Para que você visualize o resultado de uma sequência como essa com qualidade é preciso que a câmera filme em velocidade acelerada. Parece estranho, não é mesmo? Mas a explicação para essa efeito é mais simples do que parece.
Normalmente as câmeras de cinema estão programas para filmar uma imagem em 24 quadros por segundo, ou seja, durante 1 segundo são tiradas 24 fotos. Essas fotos, quando exibidas continuamente e à mesma velocidade dão a impressão de movimento.
Para que uma imagem em câmera lenta apresente toda a riqueza de detalhes sem dar a impressão que as pessoas estão se mexendo como bonecos, o processo de filmagem é acelerado. Assim, em vez de a câmera captar 24 quadros em 1 segundo ela captura 48, 72 ou quantos forem necessários de forma a proporcionar uma maior riqueza de detalhes.
Assim, sempre que você assistir a uma imagem em câmera lenta, saiba que para sua composição foram necessárias muito mais imagens para formação da cena se comparado com uma filmagem normal. Esse processo torna mais caro também o processo de produção, uma vez que, no caso da película, é utilizado muito mais material para mostrar menos tempo.