Com o meio ambiente em pauta, diversas tipologias de empreendimento vêm buscando selos de certificação sustentável. Um setor que adere cada dia mais a essa alternativa é o de museus. Veja os exemplos do recém-inaugurado Museu de Arte do Rio (MAR), do Museu da Imagem e do Som (MIS) e do Museu do Amanhã (MDA). Os três são os primeiros a buscar a certificação LEED, concedida pelo U. S. Green Building Council (USGBC).
Para isso, estão adotando medidas para a redução no consumo de água e energia, além de realizarem a gestão de resíduos nas obras, utilizando materiais sustentáveis, entre outras ações. “Pelos cálculos e simulações, os museus economizarão em torno de 34% e 38% no consumo de água e os gastos com energia serão entre 25% e 31% menores”, afirma Rosana Correa, sócia-diretora da Casa do Futuro, consultoria responsável pelo processo de certificação do MIS e do MDA. Com as medidas, os empreendimentos esperam oferecer maior conforto térmico e visual, além de melhor qualidade de ambiente interno aos visitante.

A Casa do Futuro, idealizada pela arquiteta gaúcha Betina Gomes, mostra como pode ser um lar futurista e itinerante. Com foco em mobilidade, sustentabilidade e tecnologia, o projeto conquistou o prêmio A’Design Award & Competition na categoria Design de Arquitetura, Construção e Estrutura, na Semana de Design de Milão, que ocorreu na Itália, no início de abril.
Casa do Futuro pode ter lounge externo
O conceito da Casa do Futuro é ousado. Em um espaço de apenas 32 metros quadrados, no interior de um contêiner, a arquiteta garante a presença de cozinha, banheiro, quarto, sala de jantar, escritório, sala de estar, home theater e, até mesmo, de uma pista de dança. Os ambientes são transformados de acordo com a necessidade do morador. Para modificá-los, basta acionar um comando por meio de um smartphone, tablet ou notebook.
Um aplicativo no dispositivo móvel é capaz de controlar iluminação, toldos e persianas e os painéis deslizantes que mudam os cômodos da casa. Assim, rapidamente, o quarto de casal é substituído por uma pista de dança com painéis de LED no teto, por exemplo. De acordo com Gomes, a transformação ocorre em cerca de dois minutos.
Cômodos se modificam a partir de comandos em dispositivos móveis
Placas solares fotovoltaicas no exterior da casa garantem a captação de energia solar e conversão em eletricidade, a fim de minimizar os gastos com energia elétrica. “A iluminação é toda em LED e os eletrodomésticos são de baixo consumo”, explica a arquiteta. A energia solar também é utilizada para o aquecimento da água.
Além disso, a Casa do Futuro reaproveita a água da chuva para as descargas do vaso sanitário. Um software de automação indica ainda o consumo de água, eletricidade e gás para evitar desperdícios. O sistema ainda identifica possíveis problemas nas tubulações.
Quarto vira pista de dança ou escritório
O projeto foi pensado para atender àqueles que precisam de mobilidade. “Grandes empresas que necessitem montar ‘vilas’ longe dos grandes centros para alojar funcionários podem recorrer à Casa do Futuro”, afirma a criadora. Ela destaca também a aplicação do lar para a hotelaria ou para abrigar participantes de grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
Um exemplar completo custa R$ 580 mil e é montado em 120 dias. Segundo a arquiteta, caso o morador queira mudar de ares, a estrutura montada pode ser transportada com a ajuda de um caminhão ou até mesmo em um navio.