Posted by : Unknown
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Alguns jogos estão se tornando cada vez mais “orgânicos”, literalmente! De acordo com o site Mashable,
existem ao redor do mundo cientistas malucos que estão combinando em
seus laboratórios microrganismos e games para criar títulos... vivos.
Caso você nunca tenha ouvido falar sobre essa maluquice, saiba que um
desses jogos inclusive já foi desenvolvido!
Chamado Ciliaball, o título foi criado por um pesquisador da
Universidade Stanford, nos EUA, e consiste em uma espécie de jogo de
futebol entre duas equipes de microrganismos compostas por paramécias. O
objetivo do game é fazer com que as criaturas “chutem” uma bola virtual
de um lado a outro do campo; e para que elas façam isso, os jogadores —
sádicos — devem aplicar descargas elétricas no fluido no qual as
bichinhas se encontram. Confira no vídeo abaixo:
Diversão x ética
Depois da descarga, as paramécias nadam para longe de onde partiu o
choque e acertam a bola virtual enquanto fogem. Segundo o
“desenvolvedor”, o bioengenheiro Ingmar Riedel-Kruse, o jogo biótico
pode ser encarado como uma ferramenta educacional e pode servir para
despertar o interesse de crianças com relação a temas científicos.
Contudo, até onde controlar organismos vivos dessa forma — e incentivar
os mais jovens a fazer isso — é ético?
Riedel-Kruse se defende alegando que as pessoas matam milhares de
microrganismos todos os dias com o uso de desinfetantes e produtos do
tipo, e que ele segue os padrões éticos estabelecidos pela instituição à
qual o seu laboratório pertence. Entretanto, aproximadamente 10% das
pessoas que conhecem os seus experimentos se perguntam sobre as
implicações éticas dos joguinhos. E você, leitor, o que acha de tudo
isso?
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