Posted by : Unknown
terça-feira, 16 de abril de 2013
Os nossos sonhos nas nuvens!!!
Embora o famoso voo do irmãos Wright tenha ocorrido apenas no início do século XX, podemos situar cerca de cem anos antes o ponto de partida da aviação moderna. O inglês John Strinfellow, por exemplo, foi sum verdadeiro precursor. Em 1848 voou uma pequena distância num engenho mais pesado que o ar concebido e construído por ele próprio e por outro inventor, William Samuel Henson. Chamaram à sua invenção Aerial Steam Carriage, isto é, "carro voador a vapor", uma vez que era movido por uma máquina a vapor. Dispunha já da maior parte das características dos modernos aviões, como hélices, fuselagem, trem de aterragem e controlo através de lemes direccionais mas tinha grande dificuldade em elevar-se no ar. Não teve sucesso.
Alguns anos depois, em 1856, Jean-Marie Le Bris escolheu uma fonte de energia mais convencional para elevar no ar o seu engenho: em vez de cavalos-vapor escolheu... um cavalo. Isso mesmo. O animal a galope puxava o "Albatroz" - assim se chamava o seu invento - como se tratasse de um papagaio de papel. O esforço foi vão. Le Bris apostou no cavalo errado e teve pouco futuro, obviamente.
O inventor brasileiro Alberto Santos Dumont criou o primeiro avião do mundo capaz de realizar um voo completo, incluindo decolagem, permanência no ar e pouso, sem a necessidade de uma rampa para lançamento.
Chamado 14 Bis, o avião também ficou conhecido em francês como ‘Oiseau de Proie’, que significa ‘Ave de Rapina’. A demonstração de Santos Dumont, considerado ‘Pai da aviação’, aconteceu em 12 de novembro de 1906, em Paris, na França.
A façanha foi acompanhada por uma multidão de testemunha, inclusive a imprensa europeia, e teve sua autenticidade certificada pelo Aero Clube da França e pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI), que reconheceram o voo como primeiro da história.No mesmo voo, que atingiu 220 metros, em 21 segundos, a uma velocidade média de 37,4 km/h, a FAI ainda homologou o primeiro recorde de distância de um aparelho mais pesado que o ar e em outra demonstração, o primeiro recorde de velocidade, com a marca de 41,3 km/h.
Alguns dias antes, em uma primeira tentativa não registrada oficialmente, realizada em 23 de outubro de 1906, o aviador Santos Dumond voou cerca de 60 metros com o 14 Bis. Neste voo, o brasileiro atingiu uma altura entre dois a três metros.
EVOLUÇÃO
Os motores de hoje consomem 75%
menos que os similares de 40 anos atrás
Os motores de hoje consomem 75%
menos que os similares de 40 anos atrás
Além do problema de transportar cada vez
mais gente com um mínimo de conforto, o avião do futuro tem de
satisfazer demandas econômicas e ambientais típicas do século XXI. Ou
seja, deve consumir o mínimo possível, ser silencioso e aproximar de
zero a sua pegada de carbono. Não é tarefa das mais fáceis, até porque lida
com questões como os princípios físicos da propulsão e decolagem, que,
para azar dos projetistas, são imutáveis. Assim, a estratégia média tem
sido desenvolver protótipos que ataquem um problema de cada vez.
Para combater a ditadura do design formado
por um cilindro com asas nas laterais, pesquisadores do Instituto de
Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram dois conceitos: o D e o
H. Mas a maior inovação ficou por conta da transferência dos motores de
debaixo das asas para o fundo da aeronave, em um sistema de propulsão
batizado de BLI (Ingestão na Camada Limite, em português). Com ele,
espera-se reduzir o consumo em até 70%. E como se dá o milagre? Os
aviões atuais duelam contra correntes de vento velozes na direção
contrária. Motores montados na popa recebem correntes com velocidade
atenuada pelo atrito contra a própria fuselagem, o que exige um esforço
menor para gerar o impulso de ir adiante. “O único senão é que o nosso
protótipo é 10% mais lento que um Boeing-737, o que é compensado com
sobras pela queda de consumo”, diz Mark Drela, professor do MIT e um dos responsáveis pelo projeto.
Apesar de ainda não ser o ideal, o consumo é
o aspecto que mais evoluiu na história da aviação. As aeronaves atuais
bebem apenas 25% do querosene que os seus similares consumiam há 40
anos. Mas a possibilidade de estender ainda mais o aproveitamento da
cadeia desse combustível está no limite. Por conta disso, os criadores
do avião do futuro pesquisam novos compostos.
Como acontece nos carros, o Brasil está uma
curva adiante no uso de biocombustíveis na aviação. Desde 2008, o
Ipanema da Embraer mantém-se no ar com a sua barriga abastecida de
etanol. “O problema é que esse combustível queima rápido e ainda não
possibilita voar por muitas horas. Por isso, o Ipanema é bastante usado
em fazendas. O sujeito levanta voo, dedetiza e volta”, diz Frederico
Curado, presidente da Embraer. Experiência parecida vem sendo
desenvolvida pela EADS, conglomerado que controla a Airbus. Seus
pesquisadores estão usando biodiesel de algas para fazer voar aviões
austríacos Diamond DA42.
Outro projeto inspirado pelos automóveis é o
Sugar Volt (Projeto de Aeronave Subsônica Ultraverde, em português).
Como o Toyota Prius, o sistema de propulsão alterna motores a combustão e
elétricos. O problema: as baterias são pesadas. A aposta da autora do
protótipo, a Boeing, é de que será criado um sistema capaz de guardar o
máximo de energia numa superfície menor e mais leve de lítio. Em termos
de combustíveis alternativos, o avião SolarImpulse não tem de esperar
pelo futuro. Criado pela fábrica de relógios Omega, provou que é
possível armazenar energia solar e voar até a noite.
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